Balança

Ando tão vazio
Que não tenho certeza
Se o que me angustia
É a falta de conteúdo
Ou o excesso de leveza.

Desejo

Um dia a casa sobe e a alma cai
Daí, quem sabe,
Você se toca e se vai.

Uma noite a lua desce
O verão acaba
E o rio Branco cresce.

Um dia, quem sabe o dia,
As coisas mudam
E paro com essa agonia.

Uma tarde, com certeza,
Te encontro caminhando pela rua
Ou meio louca, seminua
Deitada sobre minha mesa.

textos
Edgar Borges
Diogo Vaz Pinto     Eduardo Oliveira Freire