Cartas Virtuais

Respira e suga uma conversa de inventos e beijos doces onde os sons assombram os desejos, e cora com as palavras lidas. Rasga cartas virtuais antigas, num mundo a gotejar lágrimas de profundos prazeres, dá as mãos e bebe nas almas agressivas, com olhos de coração num final de tarde e um sol envolto em poemas.
Ao desespero azul chamou de chuva e guardou-a na algibeira à espera da primavera.

textos
Constança Lucas
Casimiro de Brito     Cristina Coroa