Correspondi ao desejo dela, quando nos pediu para tapar os olhos. Tapar os olhos era o desejo mais insidioso que se poderia esperar de uma jovem que se vai despir na praia. Os meus companheiros de areia, todos pré-adolescentes a olhar para uma rapariga, também levaram as mãos à cara como se não quisessem ver o milagre das rosas. Sei-o, porque olhei entre as frestas dos dedos e vi, claramente visto, os botões rosáceos daquelas maminhas lindas que se ofereciam, só ao nosso olhar.